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Homenagem a Cora Coralina em São Paulo

08/22/2009

Ana Lins do Guimarães Peixoto Brêtas. Talvez você nunca tenha ouvido esse nome, mas é difícil que não conheça essa mulher. Ana, que ficou conhecida pelo pseudônimo Cora Coralina, foi uma das maiores poetisas brasileiras e, se ainda estivesse viva, completaria 120 anos no último dia 20. Em homenagem à escritora, que só ficou conhecida após os 70 anos, a Prefeitura de São Paulo (link para sec. De cultura) organiza uma exposição na Biblioteca Alceu Amoroso Lima.

A exposição Cora Coração começa hoje vai até o dia 19 de setembro. Nela será possível encontrar aquarelas da artista plástica Rita Aguierra, que retrata em sua obra as paisagens de Goiás – estado onde nasceu e viveu Cora Coralina –, um tacho de cobre recheado de poesias manuscritas – numa referência às duas profissões de Cora, doceira e poeta –, três vestidos que remetem às diversas fases da vida de uma mulher e três painéis inspirados em sua obra.

A Biblioteca Alceu Amoroso Lima fica na rua Henrique Schaumann, 777. A exposição é aberta ao público de 2ª a 6ª, das 8h às 19h e sábado das 9h às 16h.

Conclusões de Aninha

Cora Coralina

Estavam ali parados. Marido e mulher.
Esperavam o carro. E foi que veio aquela da roça
tímida, humilde, sofrida.
Contou que o fogo, lá longe, tinha queimado seu rancho,
e tudo que tinha dentro.
Estava ali no comércio pedindo um auxílio para levantar
novo rancho e comprar suas pobrezinhas.

O homem ouviu. Abriu a carteira tirou uma cédula,
entregou sem palavra.
A mulher ouviu. Perguntou, indagou, especulou, aconselhou,
se comoveu e disse que Nossa Senhora havia de ajudar
E não abriu a bolsa.
Qual dos dois ajudou mais?

Donde se infere que o homem ajuda sem participar
e a mulher participa sem ajudar.
Da mesma forma aquela sentença:
“A quem te pedir um peixe, dá uma vara de pescar.”
Pensando bem, não só a vara de pescar, também a linhada,
o anzol, a chumbada, a isca, apontar um poço piscoso
e ensinar a paciência do pescador.
Você faria isso, Leitor?
Antes que tudo isso se fizesse
o desvalido não morreria de fome?
Conclusão:
Na prática, a teoria é outra.

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