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Balanço da Virada Cultural

05/05/2009

Para quem nunca foi em uma Virada Cultural, fica difícil explicar como realmente é. Por mais que você fale, é muito complicado fazer a pessoa entender o efeito que compartilhar cultura com milhões de pessoas pode fazer em alguém. Assistir a um show sem conseguir mexer o braço e se mover apenas seguindo o fluxo das pessoas. Conseguir, em poucos minutos, ouvir Geraldo Azevedo, samba-rock, Wando e o que mais tiver pelo caminho. Encontrar pessoas improváveis em shows improváveis e nem achar tão estranho assim. Conhecer novos artistas e ver, de graça, artistas de sucesso incontestável. A Virada é mais ou menos isso e um pouco mais.

Nesse ano, tive o prazer de acompanhar a Virada quase inteira. Foram horas e mais horas de música – e um par de olheiras que vai demorar algumas semanas para sair. Você pode ver no @proglivre a mini-cobertura que fizemos do evento. Em linhas gerais, falamos para onde fomos e o que achamos.

Agora, apesar do sono, chegou a hora de fazer um breve balanço da Virada Cultural 2009. Para facilitar as coisas, vou levantar dois pontos positivos e dois negativos e, ao final, dar minha nota para essa edição.

Pontos positivos

Shows variados – como sempre, a Virada primou pela variedade de shows. Dificilmente alguém olhou o programa e não ficou com vontade de ver pelo menos uma apresentação. Música, dança, cinema. Tudo teve seu espaço.

Sinalização – quem não conhecia bem o centro de São Paulo não passou apuros. Painéis gigantes apontavam para onde ficava cada um dos principais palcos. Além disso, a programação oficial vinha com um mapa.

Pontos negativos

Transporte – a interdição do metrô República foi um erro grosseiro, que causou muita confusão e abarrotou a estação Anhangabau. Isso para não falar dos ônibus, que poderiam muito bem circular em maior quantidade durante a madrugada.

Limpeza – é complicado falar de higiene quando se depende da educação de milhões de pessoas. De qualquer forma, faltou banheiro e tinha muito lixo no chão, mesmo nos locais em que não havia tanta muvuca.

Nota final – 9. A Virada não foi perfeita e teve alguns defeitos de organização – faltou conversa entre a Secretaria de Cultura e as demais. Mesmo assim o evento foi bonito e, novamente, deu a chance de conhecermos não só artistas novos e velhos, mas também a cidade de São Paulo. Passear tranquilamente pelo centro de madrugada só não é programa de maluco se for feito durante a Virada.

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